fala que eu te escuto!

O escritório de arquitetura Pedra Líquida foi contratado para desenhar um hotel de design na cidade do Porto, em Portugal. A Casa do Conto foi implantada em um edifício do séeculo XIX, que sofreu restauro para se adequar ao novo uso. Em março de 2009, poucos dias antes do hotel inaugurar, o prédio pegou fogo – e os arquitetos tiveram que reformá-lo novamente. Assim, o projeto evoca, através de uma linguagem abstrata, os adornos e texturas da velha casa, usando suas superfícies tradicionais com pano de fundo par as novas paredes de concreto.  Em todas as lajes de concreto foram esculpidos, em baixo relevo, narrativas criadas especialmente por autores relacionados ao Porto sobre o conceito de casa. O hotel, conta sua histórias nas paredes, que de uma forma também é a própria história da cidade.

via

isso é uma garagem!

 

Mural especialmente desenvolvido pelos designers Craig & Karl para essa garagem residencial em Sydney, Australia.

via

frescor!

bizarre house inside mountain hill

bizarre house exterior design

bizarre house livingroom design

bizarre house interior design

Casa “enterrada” dentro de um montanha. Plantas seriam bem vindas para saber como o arquiteto Christian Muller resolveu a questão das aberturas. De qualquer maneira, não me sai da cabeça o quão fresco devem ser seus interiores. Diante desse calor insano, me imagino lá, agora.

Eu vi aqui.

rolling house

 

 

 

 

Rolling house é um protótipo modular desenvolvido entre diferentes institutos e a Universidade de Karlsruhe, na Alemanha. A proposta era ter um espaço flexível na menor área possível, que foi dividida em três funções: cama e mesa, cozinha e um pequeno espaço para se exercitar. Ideia muito inovadora e criativa, um ótimo exercício projetual.

eu vi aqui

casa e rua

Essa casa localiza-se em um bairro residencial de Tokio e foi desenhada pelo escritório japonês Suppose Design Office. Os arquitetos projetaram um pequeno jardim no recuo, coberto por uma tenda cuja função é delimitar o espaço público e o privado. A sala de estar, contígua ao jardim, pode ficar totalmente integrada a esse espaço quando os caixilhos de correr se abrem. Os rasgos na cobertura somados a luz que entra pela sala, permitem que uma grande quantidade de luz natural invada o interior, naturalmente minimalista, caracterísitca recorrente da arquitetura japonesa.

casa escorregador

Essa casa em Nakameguro, desenho do escritório Level Architects, tem um tipo de circulação vertical pouco explorada na arquitera: escorregadores. Sim! São eles os responsáveis pela circulação na casa, especialmente para as crianças, que aliás aparecem em quase todas as fotos que Shinichi Tanaka fez da casa! (já repararam que a maioria das fotos de arquitetura de casas japonesas tem sempre uma criancinha correndo pelo espaço?).

Para ver as fotos do progresso da construção, clique aqui.

Eu vi no what we do is secret

casa na árvore

Desenhada pelo escritório Robert Potokar Architecture Office com colaboração de , essa casa na árvore fica na Eslovênia. O desenho não remete as tradicionais casinhas para crianças, aqui a intenção foi criar um local que oferecesse diferentes sensações espaciais inspiradas na arquitetura contemporânea.

Eu vi no Archdaily

apartamento de mostra

O projeto deste apartamento, desenvolvido escritório espanhol G&R Studio, foi patrocinado pela Whirlpool especialmente para a Casa Decor Barcelona 06. Sobre a estrutura de madeira “dobrada”, que lembra um origami gigante, os espaços vão se articulando e hora abrem-se para área comuns, hora fecham-se em zonas íntimas. A escada tem papel fundamental no conceito geral do projeto, pois é justamente ela que dá a privacidade necessária ao dormitório. A cor branca dos interiores ajuda a luz natural se refletir e a luz artificial foi disposta de maneira que acompanhe os caminhos do apartamento.

Via The Designerpad

pela estrada

Lillefjord Rest Stop

Reinoksevatn Rest Stop

Snefjord Rest Stop

Ando encantada com o trabalho do escritório norueguês Pushak! Os pequenos abrigos para descanso em autopistas e trilhas de montanhas tem programa enxuto, desenho conciso e bom uso dos materiais e técnicas locais. Vale a visita ao site do escritório para conhecer os outros projetos.

tree hotel

O Tree Hotel, situado em uma pequena aldeia no norte da Suécia, oferece uma variedade de quartos modernos, exclusivos e inovadores, todos situados em meio a floresta, criando um conjunto com valores ecológicos em harmonia com a natureza. A inspiração para o conceito do hotel veio do documentário “Trädälskaren” de Jonas Selberg Augustsen, que conta a história de três homens do meio urbano que resolvem voltar às suas raízes, construindo uma casa na árvore.

Por enquanto há 7 tipos diferentes de acomodações, todas com temas originais projetadas por diferentes arquitetos e designers: The Tree Sauna, The Bird’s Nest, The Blue Cone, The Cabin, The Mirrorcube, The Ufo e The room with a viewTodas estão elevadas do solo e podem ser acessadas através de escadas ou rampas; os banheiros e as fontes de energia elétrica são eco-friendly.

The Bird’s Nest

The Blue Cone

The Cabin

The Mirrorcube

Muitas outras fotos, inclusive da montagem dos quartos no Facebook.

Eu vi no DesignKlub

habitação popular

Vocês já sabem o que eu andei fazendo no período em que fiquei afastada do blog, mas e os designers e arquitetos que apareceram por aqui?  O que será que eles fizeram? Resolvi voltar lá no inicio das postagens para relembrar quais foram os primeiros posts e assim pesquisar o que eles estão fazendo hoje.

O terceiro post deste blog foi sobre habitação popular (clica para ver sobre o que estou falando – tem update das fotos!), que por acaso também é um dos posts mais acessados no blog! Na época da publicação houve um comentário super pertinente do Guilherme dizendo que “Habitação popular na Europa é habitação de classe média alta no Brasil, em termos de custos. Não dá pra comparar.”

É fato, não dá mesmo para comparar. Então me lembrei de uma exposição que vi no IAB, aqui em São Paulo. O projeto Box House, do arquiteto Yuri Vital, ganhou o prêmio do IAB na categoria “Habitação de Interesse Social”, em 2008. O conjunto foi implantado na Brasilândia (bairro da zona norte de São Paulo) e é exemplo de que habitação popular no Brasil pode sim ter boa arquitetura. “Com o objetivo de quebrar os paradigmas ingênuos de nossa sociedade preconceituosa, este projeto de habitação popular nada mais é que a demonstração de que uma habitação popular de baixo custo pode ter qualidade funcional e estética sem custos extras” palavras do arquiteto.

Em um terreno 1011m², 17 casas de 47m² contam com o tradicional programa das habitações populares: 2 quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e, neste caso, garagem privativa. O terreno em desnível permitiu que fosse criado um meio nível abaixo do perfil do terreno e outro acima, assim foi possível a implantação da garagem individual respeitando-se o gabarito de 6 metros de altura para a edificação. O sistema construtivo previu a utilização de blocos estruturais, gerando uma economia de 30% em relação às estruturas de alvenaria convencional.

O condomínio fechado (torço um pouco o nariz para um conjunto de casas fechadas por muros, mas enfim…) foi planejado para atender as classes C e D e por ser um projeto popular, as unidades foram vendidas no Feirão da Caixa de 2008 por R$ 90 mil e valorizaram cerca de 50%; hoje são o valor de cada casa gira em torno de R$ 135 mil.

(informações e fotos daqui).

receitas urbanas

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Recetas Urbanas é um escritório de arquitetura sevilhano que não vende projetos. Eles desenvolvem projetos e os cedem para qualquer pessoa que queira usá-los, disponibilizando as “receitas” para a arquitetura autoconstrutiva na internet. Os projetos são de uso público, mas os arquitetos recomendam o estudo exaustivo das situações urbanas onde serão implantados, já que o cidadão deverá arcar com qualquer dano físico ou intelectual produzido pelas receitas, que contém orientações jurídicas, estudos de cargas e instalações, especificação de materiais e acompanhamento da montagem e, é claro, o projeto. O resposável pelo escritório, o arquiteto Santiago Cirugeda, entende arquitetura como uma disciplina que deve prezar a melhoria das condições sociais nas cidades, sendo assim acredita que os cidadãos tenham o direito de decidir sobre seu entorno imediato.

As fotos deste post são de uma ação conjunta entre o escritório e a prefeitura de Sevilha para a utilização de terrenos baldios da cidade como áreas de lazer. O muro que dividia a calçada do terreno foi demolido e equipamentos muito simples instalados no local. Assim como esses parques infantis, o escritório já desenvolveu projetos para a construção de residências nas lajes de edifícios, protótipos para habitações de área reduzida, dormitórios em universidades, equipamentos cívicos, entre outros. Realmente é uma bela iniciativa, clap, clap!

eu vi no cota zero

casa de papel

swiss-cell-detail

universal-house

universal-world-house

A “Universal World House” é uma casa com estrutura hexagonal, tipo colméia de abelha. Até aí, ok. O impressionante fica por conta do material empregado: celulose impregnada em resina sintética, que torna a edificação leve, resitente, barata e ecologicamente correta. Primeiramente as estruturas serão utilizadas em áreas de conflito, já que 36m2 saem em torno de $5,000. Convenhamos que o desenho deixa a desejar, mas com o potencial do material certamente outros desenhos surgirão.

Eu vi no anArchitecture e no greenzer.

Para saber mais, clique aqui.

abrigo-manifesto

arquitetura

abrigo-manifesto

A idéia não é  nova, mas foi a primeira vez que soube de uma ação dessas aqui em São Paulo. Em uma praça da Vila Nova Conceição, o arquiteto Adriano Carnevale Domingues implantou um abrigo para um casal de sem-teto. O “abrigo-manifesto” é bastante flexível e foi executado em arame, lona e alumínio, onde foi impressa a palavra arquitetura. Esse é um dos três artefatos que foram expostos na mostra “Trópicos”, que aconteceu no museu Martin Gropius Bau, em Berlim; os outros dois abrigos foram dados a uma sem-teto no Itaim e o outro para um morador  de rua do Butantã.

A dica foi do meu amigo Ricardo, que viu a notícia na Folha

Leia o manifesto que o Adriano escreveu no Vitruvius Drops.

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Com inspiração na Casa de Vidro do arquiteto americano Philip Johnson, os arquitetos Abreu Júnior e Beatriz Kubella desenvolveram o projeto de uma casa pré-fabricada, que pode ser montada e desmontada em apenas três semanas. Embora nos Estados Unidos e Europa a padronização de edificações é bastante estudada e (efetivamente) executada, aqui no Brasil ainda não existem iniciativas contundentes nesse campo.

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A casa de 50m2 foi elevada um metro do solo para comportar a cisterna e as instalações elétricas e hidráulicas. A estrutura é metálica permitindo a montagem/remontagem e a cobertura é composta por telhas tipo sanduíche com sistema para reutilização da água da chuva. O desenho é enxuto e os espaços podem se transformar a partir da mudança de uso do mobiliário. Painéis de vidro retráteis permitem a abertura total da área interna para a varanda, que ao ser integrada a casa, atinge 104m2.

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A edificação foi montada para a Mostra Casa Nova, em Florianópolis. Finalizado o evento foi remontada no Morro das Pedras e os arquitetos estudam a possibilidade de levá-la à região serrana. A experiência em três microclimas dará continuidade à realização do conceito. “A montagem da casa é a oportunidade de verificar como este se comporta na prática”, afirma a arquiteta Beatriz Kubella.

Via Arcoweb

praça

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praça Vitor Civita é projeto do escritório Levisky Arquitetos Associados e também resultado de uma parceria público-privada entre o Instituto Abril e a prefeitura de São Paulo. Foi inaugurado no dia 3 de novembro e o objetivo principal era elaborar um modelo de atuação conjunta para a reabilitação de áreas urbanas degradadas, com terrenos ambientalmente comprometidos.

A praça tem 13.460 m2, cujas características principais eram o grande maciço de árvores, a utilização da área como incinerador de medicamentos e o uso do espaço de uma cooperativa de coleta seletiva de lixo.

Para evitar o contato com o solo contaminado, as arquitetas projetaram um grande deque de estrutura metálica e madeira certificada, evitando assim o contato com o solo e grandes movimentações de terra, gerando menos entulho. A praça é aberta diariamente, com atividades gratuitas de lazer, educação e cultura, ligadas a sustentabilidade e abertas à comunidade, incluindo cursos, palestras e visitas escolares; arena de espetáculos para 250 pessoas; equipamentos de ginástica ao ar livre; pista de caminhada e um centro de convivência para a terceira idade, o CIIPE • Centro de Integração, Informação e Preparação para o Envelhecimento.

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O paisagismo é de Benedito Abbud, cujas diretrizes projetuais foram o cuidado com o solo contaminado e o aproveitamento da natureza em seu caráter educativo, através da produção de energia e alimentos. No primeiro caso, o problema da contaminação do solo foi aproveitado com o uso de solo criado a partir da utilização de uma manta (tec garden) que separa duas porções irrigadas por capilaridades. Já no segundo caso, o audacioso uso de plantas transgênicas, como soja, cana e algodão, além de canteiros fitoterápicos e hortas comunitárias servem como espaços educativos e fornecem produtos para ONGs.

O projeto de iluminação, realizado pelo escritório Franco + Fortes Lighting Design, evidencia o desenho e os limites dos deques através do uso LEDs de alta eficiência embutidos nos corrimãos, além de ser uma solução altamente econômica e em conformidade com o espírito geral do empreendimento.

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Via Arcoweb, Arq!bacana e Planeta Sustentável

purificação biológica

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O Departamento de paisagismo da Universidade Politécnica de Pomona (Califórnia), desenvolveu esse projeto dos arquitetos Ken McCown, Andy Wilcox e Kevin Hinders com os alunos, após constatarem que a água dos dois reservatórios de Los Angeles continham alto grau de substâncias cancerígenas.

Na proposta, os reservatórios passam a ser parques públicos, onde as águas são purificadas através de um sistema ecológico de tratamento, onde diversos tipos de plantas são utilizados. Nos canais que contornam o reservatório, foram instalados platôs com diversas espécies que purificam 43 substâncias poluentes presentes no Rio Los Angeles. O paisagismo ganha status terapêutico e preventivo, aplicando processos naturais em um aparato completamente artificial, e além disso o parque contará com programas pedagógios, incluindo um centro de estudos da água, biblioteca e um jardim medicinal.

Para quem se interessou, o projeto completo está no flickr do arquiteto Ken McCown. Os desenhos são lindos, assim como a proposta.

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Via Pruned

fundação iberê camargo

No mês passado foi inaugurado em Porto Alegre, o edifício da Fundação Iberê Camargo, projeto do arquiteto português Álvaro Siza. Sutuado junto ao rio Guaíba, o museu está implantado em um lote com topografia acidentada e é marcado pelo grande volume vertical onde se concentra a área expositiva; os túneis que saem desse volume, configuram o espaço de circulação, numa alusão ao projeto de Lina Bo Bardi para o Sesc Pompéia.

Via A barriga de um arquitecto e ArdoTempo