arquitetura para a longevidade

 

Madeline Gins e Shusaku Arakawa se auto definem como “artistas, arquitetos, poetas… pensadores criativos que integram a arte, a filosofia e a ciência e as colocam em prática”. Eles desenvolvem projetos residenciais onde o corpo do morador é colocado a prova a todo segundo com a finalidade de ativar os sentidos e pensar nas condições físicas da vida; a arquitetura torna-se então ferramenta para aprender a não morrer, para servir nosso corpo. Assim surgiu o projeto Reversible Destiny: arquitetura a serviço da vida.

A implantação do Parque Genoma Externo Destino Reversível, finalizado em 2005 com 7 apartamentos, exclui os carros da vizinhança, as laterais do terreno funcionam como túneis de acesso aos veículos, que por sua vez estão no mesmo nivel de entrada das casas. Livrando-se dos automóveis no térreo, o espaço é utilizado para áreas verdes e caminhos peatonais, respeitando a topografia do lote. As coberturas das casas são verdes, o que proporciona a continuidade visual do parque, além de se agruparem umas sobre as outras. Em algum tempo uma nova geografia, com o uso dos materiais naturais das casas, será estabelecida. Todas as casas tem a mesma estrutura interna: a cozinha ao centro é referência da casa tradicional japonesa, e os dormitórios estão ao seu redor em níveis diferentes, as paredes são curvas e coloridas, os caixilhos estão inclinados e o pé direito pode ser muito baixo em alguns cômodos. Esses fatores obrigam o habitante a usar ao limite suas capacidades sensoriais e motoras e assim, descobrir novas possibilidades de uso para o seu corpo.

Outra experiência bem sucessida foi o Loft Mitaka Destino Reversível, um conjunto de apartamentos para pessoas da terceira idade viverem em Tóquio, finalizado em 2004. Experiência bem radical, já que alguns quartos tem forma cilíndrica, o que dificulta o simples ato de andar. Ali o programa da moradia não difere muito do Parque Genoma Externo Destino Reversível, apartamentos de dois ou três dormitórios, banheiro e a cozinha circular no centro do apartamento, totalizando 70m2 para cada uma dos seus 9 apartamentos. Mais info sobre o Loft Mitaka aqui e fotos aqui.

Veja também outras experiências da dupla: Museum of Living Bodies e Hotel Reversible Destiny e mais imagens aqui.

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3 pensamentos sobre “arquitetura para a longevidade

  1. Nossa, a primeira casa, super- interessante, só acho que eu nao gostaria dos tetos baixos ( mas se é pare respeitar a topografia do terreno, seria inevitável)

    beijos

  2. também gostei, mas eu com certeza tropeçaria nesse chão ondulado depois de algumas caipirinhas. o que com certeza ampliaria minha experiência sensorial com o apartamento. rs. parabéns pelo blog, muito bacana. bjs.

  3. Somos pioneiros na Paraíba a trabalhar com as políticas públicas a pessoa idosa. Estamos elaborando para o mês Junho – 2012, por ocasião da tradicional festa junina, um grande Forum para os profissionais de Engenharia, Arquitetura, Saúde, Assistentes Sociais, Empresários, Estudantes e pessoas interessadas. com o possivel titulo.Arquitetura para uma vida longeva, Convidamos, bem como, acolhemos sugestões. Deixamos o nosso email e telefone (83)8805.7055, um abraço da Paraiba.

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