habitação popular

Vocês já sabem o que eu andei fazendo no período em que fiquei afastada do blog, mas e os designers e arquitetos que apareceram por aqui?  O que será que eles fizeram? Resolvi voltar lá no inicio das postagens para relembrar quais foram os primeiros posts e assim pesquisar o que eles estão fazendo hoje.

O terceiro post deste blog foi sobre habitação popular (clica para ver sobre o que estou falando – tem update das fotos!), que por acaso também é um dos posts mais acessados no blog! Na época da publicação houve um comentário super pertinente do Guilherme dizendo que “Habitação popular na Europa é habitação de classe média alta no Brasil, em termos de custos. Não dá pra comparar.”

É fato, não dá mesmo para comparar. Então me lembrei de uma exposição que vi no IAB, aqui em São Paulo. O projeto Box House, do arquiteto Yuri Vital, ganhou o prêmio do IAB na categoria “Habitação de Interesse Social”, em 2008. O conjunto foi implantado na Brasilândia (bairro da zona norte de São Paulo) e é exemplo de que habitação popular no Brasil pode sim ter boa arquitetura. “Com o objetivo de quebrar os paradigmas ingênuos de nossa sociedade preconceituosa, este projeto de habitação popular nada mais é que a demonstração de que uma habitação popular de baixo custo pode ter qualidade funcional e estética sem custos extras” palavras do arquiteto.

Em um terreno 1011m², 17 casas de 47m² contam com o tradicional programa das habitações populares: 2 quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e, neste caso, garagem privativa. O terreno em desnível permitiu que fosse criado um meio nível abaixo do perfil do terreno e outro acima, assim foi possível a implantação da garagem individual respeitando-se o gabarito de 6 metros de altura para a edificação. O sistema construtivo previu a utilização de blocos estruturais, gerando uma economia de 30% em relação às estruturas de alvenaria convencional.

O condomínio fechado (torço um pouco o nariz para um conjunto de casas fechadas por muros, mas enfim…) foi planejado para atender as classes C e D e por ser um projeto popular, as unidades foram vendidas no Feirão da Caixa de 2008 por R$ 90 mil e valorizaram cerca de 50%; hoje são o valor de cada casa gira em torno de R$ 135 mil.

(informações e fotos daqui).

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